terça-feira, 3 de maio de 2011

Paradoxos ( Amarílis )



Há tanto tempo, meus olhos oscilam
Meu coração estarrece e derrete;
Não muito tempo, minha mente dissolve
E tão perto da morte,
Eu devaneio e me perco.
                                                 
  Porque ainda te amo?
Porque meu corpo ainda te chama, em chamas?
Calada, me dominas...
Exalta-se meus pulsos, pulsos teus, minha menina!
És digna, então, do meu amor?
Oh! Amarílis!
                 
                                             És tão linda e displicente quando me beijas
Arruína-me e consome com tal voracidade...
Minha efígie, pitoresca!
Exortam-me, e não dou ouvidos;
Quando estou contigo, é apenas contigo que estou...

Teu coração devasso me alimenta a alma
Faz-me feliz, e felicidade em mim sinto que ainda falta.
Entristece-me tua infidelidade
Torna-se, então, o maior motivo da minha infelicidade
E ainda sim, é a única que me acalma.

Machucas-me, tão de repente
Meus órgãos desvanecem meus sentidos.
Sei dos teus relápsos, encantos...
E na coita me matando,
Ainda sinto que te amo.

( Jade d’Almeida )

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A vida é feita de momentos


A vida é feita de momentos,
É como um quebra – cabeças que são montados um a um por cada individuo...
Momentos esses que evaporam num simples sopro de uma brisa
Mansa, calma, reta...

Somos como bonecos
Animados pela tamanha vontade de viver,
Ou às vezes, de morrer.
Momentos esses que passam como a chuva num raiar do sol
E voam e não voltam, como os pássaros voltam...

Uma amizade, para ser construída
Pode demorar um minuto, uma eternidade,
 Ou às vezes, nem demora...
Mas, um só momento que vos falo pode quebrar essa união em segundos
Fulminando um coração sincero.

Quando viramos as costas para esquecer o passado
Ou, quando fechamos os olhos que enxergar o errado
Conseqüentemente, estamos mudando de identidade
Porque aquilo que ficou pra trás foi a tua vida que até então tu construiu
E que tu deixou escapar...
Que equívoco!


Peço-lhe, então,
Dê valor naquilo que tu tens de mais simples
Se quiseres amar, ou doar amor
Ame primeiro a ti próprio,
E não tente se encontrar em estranhos, apenas ame-os...
Cultive amizades verdadeiras e
Não mude o seu jeito de ser perante aos novos amigos.
Não te entristeça se os momentos de felicidade passaram,
Alegra-te e lembra  que novos momentos voltarão
Momentos ruins, momentos bons, ou só momentos.
Olhe! Sempre momentos!
Monta teu quebra-cabeça da vida de cabeça erguida
E adore - a , porque ela foi feita para ser explorada por você...

Jade Almeida
(25 de agosto de 2010, 00:30 am)

domingo, 21 de março de 2010

Memórias de uma Gueixa


Memórias de uma Gueixa (Memoirs of a Geisha) é um romance de Arthr Golden, publicado em 1997, onde é contada na primeira pessoa a história de uma gueixa em Gion, Kioto, no Japao, antes, durante e depois da Segunda guerra mundial. O livro foi adaptado ao cinema em 2005, no fime do mesmo nome.


A sinopse eh a segunte:

Chiyo (Suzuka Ohgo) foi vendida a uma casa de gueixas quando ainda era menina, em 1929, onde é maltratada pelos donos e por Hatsumomo (Gong Li), uma gueixa que tem inveja de sua beleza. Acolhida por Mameha (Michelle Yeoh), a principal rival de Hatsumomo, Chiyo ao crescer se torna a gueixa Sayuri (Zhang Ziyi). Reconhecida, ela passa a desfrutar de uma sociedade repleta de riquezas e privilégios até que a 2ª Guerra Mundial modifica radicalmente sua realidade no Japão.


Achei legal esse filme, pq há um tom meio poético no decorrer do drama, que, pode ser refletido na personagem Sayuri ( Zhang Ziyi ) . Uns dizem que eh um filme que retrata a linda poesia que é a vida das gueixas, um amor que ultrapassa anos.. Outros falam que o este um olhar de como encarar sua situação da melhor forma possível, ainda que essa situação seja muito ruim... enfim




 Confesso que quando eu vi o filme no inicio, eu jurava que gueixa fosse uma espécie de guerreira que combatia o crime, sando suas artes marciais para isso, essas coisas.. (hahaha) Só depois q pecebi o q 'Gueixa' siginificava.. ^.^ Nao eh relevante ressaltar aki o que siginifca, assista e descubra \o/ Eh apaixonante.



Principais prêmios e indicações



Oscar - 2006 (EUA)
  • Venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor figurino;
  • Indicado nas categorias de melhor trilha sonora, melhor som e melhor edição de som.
BAFTA - 2006 (Reino Unido)
  • Venceu nas categorias de melhor figurino, melhor fotografia e melhor trilha sonora.
  • Indicado nas categorias de melhor atriz (Zhang Ziyi), melhor desenho de produção e melhor maquiagem.
Globo de Ouro - 2006 (EUA)
  • Venceu na categoria de melhor trilha sonora.
  • Indicado na categoria de melhor atriz - drama (Zhang Ziyi).
MTV Movie Awads (EUA)
  • Indicada na categoria de melhor performance sexy (Zhang Ziyi).







Obs: Seria legal se akeles olhos azuis e deslumbrantes da menina fossem de verdade hahahah ^.^

sexta-feira, 19 de março de 2010

Só você não sabe



Com uma ânsia repentina
Um desejo sublime me abraçou:
Você me causa um distúrbio insensato
Me deixa eu estado mórbido, e é notável...
Só você me deixa assim
E como se todo esse tormento instantâneo
Fizesse parte de mim.


Sim! Você me deixa em transe
Ao mesmo tempo indiferente,
Você torna uma alma lúcida em corpo demente...
E só você não sabe.


Em pouco tempo eu te tive
Sentia-te, você me sentia
Éramos como um só espírito
Que queimava em fervor, e ardia.


Eu sinto as mesmas batidas no meu peito
Só você sabe como me deixar daquele jeito;
Mas uma súbita estupidez
Dissolveu todo esse sentimento do seu coração.
Confundiu a linda historia de amor em perda de tempo,
Causou eu nós a desunião.


Foi como se você injetasse um liquido inflável
No meu sangue,
Que me corrói em indignação.


Foi-se o tempo pra você
Vôo e não volta mais...
Eu agora, afogada nos delíquios passageiros
Relembro os momentos de enfaro, mesmo me sentindo amada.
E, eu sinto tudo isso
Mas só você não sabe.


Você nunca soube
Eu poderia morrer por você,
Com tua ausência, vejo que te necessito
Por casa minuto, cada segundo...


Que pena!
Estou obcecada por um sentimento fervoroso
E, ao mesmo tempo, indolor
Que volta e volta, sem que eu perceba;
Você não quer enxergar isso,
Veja meu amor platônico!

                                                       Jade d’Almeida
                                                        [23/03/2009]

Canto o Amor



Tudo em minha volta
Inspira a Afeição profunda:
O que há de mais belo, se não as cores uniformes daquelas rosas estonteantes?
E aquele pássaro que canta livre, longe dos seres denominados humanos?
Tal longitude que os deixam voar oblíquos, deixando a manhã mais viva.

O simples movimento das arvores
Que oscilam quando a brisa mansa dos ventos toca as folhas
Tem o magnífico poder de me deixar tranqüila,
Histérica, mediante a tanta beleza natural.

É ainda essa tal Afeição
Que dá paz aos homens
E o descanso a dores mais atrozes...
Acalma meu coração quando estou indiferente
E me faz adorar o mais simples organismo da vida.



Afeição essa 
Que nos liberta dos porões sombrios da tristeza
E vestem de esperança os condenados;
Atrai sentimentos harmoniosos
Como musicas aos ouvidos reprimidos.




Mas, a que me refiro?
O que canto aqui?...
Canto o Amor
Celebro as conseqüências que isso me trás.
É o único capaz de unir estranhos
E torná-los amigos de infância;
De dar silêncio as tempestades que devastam nossa morada;
O único que derrete um coração de aço,
Que engana a mente psicopata
E dá vida aos mortos- vivos iludidos com a riqueza material.


O amor está por toda a natureza
Que nos convida a explorar-lo, incondicionalmente;
Está no mendigo que lamenta a vida que tem
Mas que está nos planos de Deus;
Está nas palavras acolhedoras dos pais,
Na caridade do próximo para com o próximo
E no sorriso para alguém carente de um simples sorriso...

Convidei-me,
Convido-vos agora:
Cante o amor, doe...
De vida a essa afeição escondida por detrás do seu ego.
Ela existe, assim como você.
Devaneie, clame,
Ame.

Jade dAlmeida
[17/03/2010], às 08h40min a.m

segunda-feira, 15 de março de 2010

Indagações




Porque me sinto quente
Quando te sinto tão frio e displicente quando me olhas?
Será um equivoco se eu disser que,
Anseio-te e fulmino-te , simultaneamente,
Quando enxergo a tua pálida face?

Porque me vejo eufórica
Quando te olho pasmo e melancólico,
Expressando suas falhas aturdiantes?
Será um relapso render-se à doce e maquiavélica garota
Em que me transformo,
Quando te quero decadente?

Porque te quero porque quero
Sempre que me esnobas e
Faz-me acariciar-lhe o rosto
Só para sentir a ofengancia suave de sua pele?
Será porque me necessitas
Assim, como eu?

Porque tu suplicas
Quando me vê sorrindo e pede um beijo meu?
E porque sempre há par parafasias que te deixam confuso,
Quando queres me dizer algo relevante?

Queres-me, porque de firo
Ofereço-te meu ego, e te dou meu egocentrismo.
Posso eclipsar os astros que te escondem da minha vaga sisudez
Pobre de ti!

Neste acesso de palavras e de loucuras
Porque será que me prendo a ti
Se tu me inspira desventuras?

Nós somos uma efígie
Guiadas, dependentes, desejadas:
Odeio-te porque te amo
Veneras-me porque te arruíno.


                                                                      Jade d'Almeida
                                                                          09/03/2010

Acalme a noite



 Noite calma
Onde receios, dores e preocupações se vão,
O intimo está seguro.

Noite calma,
Onde há almas subindo ou corpos descendo,
Tão obscuro!

Noite calma,
Onde alguém se delicia em um momento tranqüilo,
Sem pensar no futuro.

Noite calma?
Onde aqui é agradável
E lá fora o mundo desmorona...

Noite calma?
Mergulhando na mente despreocupada e insignificante
Quanta desventura!

Sim! Há alguém lá fora fulminando pessoas inocentes;
Há alguém lá fora implorando pela vida,
Desconsoladamente;
Há milhões se prostituindo, em corpo demente;
Há crianças órfãs perdidas, desprovidas;
Há idosos sem amparo, sem colo, já quase sem vida;
Há homens violentando esposas, e
Há filhos oscilando, sem rumo.

Neste exato momento,
Isso vai esmorecendo,
Porque ignorantes sabem, mas querem esquecer.
Neste exato momento
Minha mente trabalha,
Meu coração descansa...
Esses fatos vão rondando no meu organismo ordenadamente
E ninguém percebe.

Agora, as almas se desfazem da matéria
Por conta de algum mal, descanio,
Desamor!
E onde está este amor?

Noite calma
Onde os sonhos e desejos vão fluindo.
Noite calma,
Os portões dos céus, agora, vão se abrindo.

Acalme a noite, Pai!
Porque agora, tudo está emergindo,
Porque tudo isso é um vicio,
Porque isso tudo não passa de um ciclo!

                                                                   
  Jade d'Almeida
    03/06/2009