segunda-feira, 15 de março de 2010

Indagações




Porque me sinto quente
Quando te sinto tão frio e displicente quando me olhas?
Será um equivoco se eu disser que,
Anseio-te e fulmino-te , simultaneamente,
Quando enxergo a tua pálida face?

Porque me vejo eufórica
Quando te olho pasmo e melancólico,
Expressando suas falhas aturdiantes?
Será um relapso render-se à doce e maquiavélica garota
Em que me transformo,
Quando te quero decadente?

Porque te quero porque quero
Sempre que me esnobas e
Faz-me acariciar-lhe o rosto
Só para sentir a ofengancia suave de sua pele?
Será porque me necessitas
Assim, como eu?

Porque tu suplicas
Quando me vê sorrindo e pede um beijo meu?
E porque sempre há par parafasias que te deixam confuso,
Quando queres me dizer algo relevante?

Queres-me, porque de firo
Ofereço-te meu ego, e te dou meu egocentrismo.
Posso eclipsar os astros que te escondem da minha vaga sisudez
Pobre de ti!

Neste acesso de palavras e de loucuras
Porque será que me prendo a ti
Se tu me inspira desventuras?

Nós somos uma efígie
Guiadas, dependentes, desejadas:
Odeio-te porque te amo
Veneras-me porque te arruíno.


                                                                      Jade d'Almeida
                                                                          09/03/2010

Acalme a noite



 Noite calma
Onde receios, dores e preocupações se vão,
O intimo está seguro.

Noite calma,
Onde há almas subindo ou corpos descendo,
Tão obscuro!

Noite calma,
Onde alguém se delicia em um momento tranqüilo,
Sem pensar no futuro.

Noite calma?
Onde aqui é agradável
E lá fora o mundo desmorona...

Noite calma?
Mergulhando na mente despreocupada e insignificante
Quanta desventura!

Sim! Há alguém lá fora fulminando pessoas inocentes;
Há alguém lá fora implorando pela vida,
Desconsoladamente;
Há milhões se prostituindo, em corpo demente;
Há crianças órfãs perdidas, desprovidas;
Há idosos sem amparo, sem colo, já quase sem vida;
Há homens violentando esposas, e
Há filhos oscilando, sem rumo.

Neste exato momento,
Isso vai esmorecendo,
Porque ignorantes sabem, mas querem esquecer.
Neste exato momento
Minha mente trabalha,
Meu coração descansa...
Esses fatos vão rondando no meu organismo ordenadamente
E ninguém percebe.

Agora, as almas se desfazem da matéria
Por conta de algum mal, descanio,
Desamor!
E onde está este amor?

Noite calma
Onde os sonhos e desejos vão fluindo.
Noite calma,
Os portões dos céus, agora, vão se abrindo.

Acalme a noite, Pai!
Porque agora, tudo está emergindo,
Porque tudo isso é um vicio,
Porque isso tudo não passa de um ciclo!

                                                                   
  Jade d'Almeida
    03/06/2009

sábado, 13 de março de 2010

A complexidade do meu eu

Quando eu estou triste, ou sob algum estado de espírito que mereça atenção, eu me expresso criando poemas. Pra mim, a melhor forma que um ser humano tem de jogar todas as suas emoções à tona, é escrevendo ou fazendo algum tipo de 'arte' sobre uma folha de papel, expressando-se sabe..
Entao, eu fiz esse poema quando eu estava num estado de reflexão comigo mesma, me analizando por inteiro: Meus sonhos, vontades ocultas, amores paralelos... Eu estava em conflito como minha própria pessoa e,  percebi que, eu nao m conheço por inteiro, e ninguem conhece. Como se eu fosse um corpo estranho no meio de gnt que afirma que se conhece e conhece os outros.. Pra mim, isso eh uma utopia enganadora que manipula o ser com seus proprios conceitos..

Eis a poesia:

A complexidade do meu eu

Vigiando-me,
Descobri sonhos obscuros por traz dos focos da realidade;
Descobri armas secretas guardadas,
Tão poderosas, objetivando minha proteção ambígua;
Descobri desejos reprimidos de vingança,
Ódio e tolerância;
Descobri a minha liberdade terna,
Minha coragem ingênua, e meu pior medo...
Descobri um amor coberto por um poderoso véu
De uma grandeza esplêndida
E de beleza estonteante;
Descobri uma pobre criatura que chora
Banhada pelo desespero,
Carente por sentimentos verídicos;
Descobri que tenho vida, mas não vivo;
Descobri que,
Por traz da minha alma, existem outras doentes,
Estas tão aflitas!
Descobri também que,
Anseio por conquistar minha solidão interior
Através das palavras mudas do silencio...




Vigiando-os
Eu pude perceber que posso decifrar cada mente suspeita;
Cheguei à conclusão que tenho capacidade de voar,
Única, dentre trilhões;
Posso ir alem da psicologia dos seres humanos
E descobrir curas para as piores enfermidades...
Percebi que,
O pior cego não é aquele que fecha os olhos para inibir a realidade,
E sim, aquele que manipula esta para enxergar o errado
E crer na mentira;
Aprendi que,
A verdadeira infelicidade é aquela felicidade falsa
Refletida nos farrapos da vaidade, na fama enganadora
E no poder de poder tudo;
Vi que,
Sou maior que meus problemas e que os problemas dos outros são maiores que os meus;
Vi que sou mais odiada do que odeio meus inimigos;
Vi que dois caminhos sem obstáculos,
Poderão levar-me ao meu pior destino;
Percebi que,
A pior distancia é aquela que separa dois amores verdadeiros,
E percebi também que,
A pior coisa que existe é não existir pra ninguém...

Observando o mundo em si,
Enxerguei que todos nós somos iguais:
Os perfeitos imperfeitos que habitam essa morada
Explorando-a.

Com certo antagonismo,
Venho-vos dizer que sou minúscula
E que esses versos inúteis, hoje, não fazem sentido algum
Até que venha uma mente tão fértil quando a minha
E prove o contrário.

                                                           Jade d'Almeida 
                                                         11/09

Mamba-Negra

Eu aki, sou apaixonada por cobras, especialmente akelas + atacadas sabe, as + perigosas. Entre varios tipos de espécies - citando a Sucurí, Cobra-Real, Pinton, e cobras albinas- a que + me chama atençao eh a Mamda-negra.
Essa espécie a segunda serpente mais venenosa do mundo atrás apenas da inland taipan (Oxyuranus microlepidotus). Seu tamanho varia de 2,5 m a 4,5 m, sendo a segunda maior cobra venenosa do mundo, a seguir à cobra-real (Ophiophagus hannah). É a cobra mais rápida do mundo, capaz de se deslocar a 20km/h.
Ela usa essa velocidade para escapar do perigo e para atacar as suas presas.

Dizem que ela sente prazer de matar, tanto suas presas [ claro dââ ] como os homens tbm. Ela ve um cara de longe e corre atras pra matar o coitado. [ Historias do povo africano ]. Pense numa cobra desgraçada, eh esssaa! Eh  magnífica tbm *----------* um dos animais + mortíferos do mundo.

Olha ela:




























 Fabuloza!!! *------------------------------*   


Esta espécie pode ser encontrada principalmente na Costa Oriental africana, de países como o Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue, Moçambique, Botswana e Namíbia.
Prefere zonas pouco arborizadas e savana.  
 Elas se alimentam de pequenos mamíferos, sobretudo, roedores, aves ...
As mambas depositam num ninho até 18 ovos, que guardam durante um período de incubação de cerca de 80 dias.
Esta cobra tem uma esperança de vida que ronda os 12 anos.

Curiosidades:

Black Mamba (mamba-negra) é o codinome de Beatrix Kiddo, personagem de Uma Thurman [adoro]  no filme de Kill Bill de Quentin Tarantino. Também é o apelido do jogador de basquete Kobe Bryant.


Muuuuito legal ^.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fernando Pessoa - Obras Poéticas

Fernando Pessoa - poeta e escritor português - é considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, o seu valor é comparado ao de Camões.
Durante sua discreta vida, atuou no Jornalismo, na Publicidade, no Comércio e, principalmente, na Literatura. Como poeta, desdobrou-se em diversas personalidades conhecidas como heterónimos, em torno das quais se movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".



Pessoa: ''Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não."

Entre Varios heteronimos criados por Pessoa, três aki merecem destaques, e que na  minha opniao são os melhores jah criados por ele. São eles : Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Alvaro de Campos.


Alberto Caeiro ( o meu preferido )

                           Fragmento:

Pouco me importa.

Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.

[Firmee essa ] ^.^







Ricardo Reis

                                                         Fragmento:
Para ser grande, sê inteiro: nada


Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

[ nega à metafísica ]




Álvaro de Campos

Fragmento :

TABACARIA




Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
[...]  

O cara ^.^


Apresentei acima, um dos melhores e + importantes autores da literatura portuguesa, Fernando Pessoa - O cara ^.^ - juntamente com seus heteronimos + bem conceituados no mundo das obras literárias.. Fiz isso pq, eu gosto desse povo aaahhh êêêê.... Tão tah, flw.